A erisipela é uma infeção bacteriana da pele que afeta anualmente muitos portugueses, especialmente adultos com fatores de risco como insuficiência venosa, diabetes ou linfedema. Caracteriza-se por uma área de pele vermelha, quente, inchada e muito bem delimitada, geralmente acompanhada de febre e mal-estar geral. Apesar de ser tratável com antibióticos, pode evoluir rapidamente e tornar-se grave se não for reconhecida e tratada a tempo.
Em Portugal, com a chegada dos meses mais quentes e o aumento de atividade ao ar livre, os casos de erisipela tendem a aumentar: pequenos cortes, picadas de insetos, fissuras entre os dedos dos pés por fungos (tinea pedis) ou simples abrasões da pele tornam-se portas de entrada para a bactéria. Reconhecer os sinais precoces e agir rapidamente é determinante para evitar complicações.
Este guia, elaborado com base nas orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), do SNS 24 e da Organização Mundial da Saúde (OMS), explica em detalhe os sintomas, causas, diagnóstico e tratamento da erisipela.
Aviso médico: Este conteúdo é meramente informativo e educativo. Não substitui uma consulta médica, não estabelece diagnósticos nem prescreve tratamentos. Se suspeita que tem erisipela, consulte o seu médico ou contacte o SNS 24 pelo telefone 808 24 24 24. Em caso de emergência, ligue 112.
O Que É a Erisipela e Como Surge
A erisipela é uma infeção bacteriana aguda que afeta as camadas mais superficiais da pele — concretamente a derme e os vasos linfáticos dérmicos. O nome provém do grego erysipelas, que significa “pele vermelha”, uma descrição muito precisa do seu aspeto mais característico.
Ao contrário de muitas infeções da pele que se propagam de forma difusa, a erisipela tem uma característica muito particular: os seus bordos são claramente definidos, formando uma espécie de “mapa” na pele, com uma transição nítida entre tecido saudável e tecido infetado. Esta demarcação precisa é um dos elementos mais úteis no diagnóstico clínico.
Streptococcus: A Bactéria por Detrás da Erisipela
A grande maioria dos casos de erisipela é causada pelo Streptococcus pyogenes, ou estreptococo beta-hemolítico do grupo A — a mesma bactéria responsável pela faringite estreptocócica e pela escarlatina. Em menor proporção, podem estar envolvidos outros estreptococos (grupos B, C e G) e, mais raramente, o Staphylococcus aureus.
Para que a erisipela se desenvolva, a bactéria precisa de encontrar uma porta de entrada na pele: pode ser um corte minúsculo, uma fissura na pele entre os dedos dos pés por tinea pedis (pé de atleta), uma picada de inseto, uma ferida por arranhão, uma úlcera venosa ou simplesmente uma zona de pele muito seca e fissurada. A partir desse ponto de entrada, a bactéria invade a derme e os linfáticos superficiais, desencadeando uma resposta inflamatória intensa que origina os sintomas característicos.
Erisipela vs Celulite Infeciosa: Qual a Diferença?
A erisipela e a celulite infeciosa são frequentemente confundidas, até por profissionais de saúde, pois ambas se apresentam com pele vermelha, quente e inchada. A distinção baseia-se principalmente na profundidade da infeção:
| Característica | Erisipela | Celulite Infeciosa |
|---|---|---|
| Camada afetada | Derme e linfáticos dérmicos | Tecido subcutâneo (hipoderme) |
| Bordos da lesão | Muito bem definidos, palpáveis, “elevados” | Mal definidos, difusos |
| Elevação palpável | Sim, margem claramente elevada | Não há elevação clara |
| Agente mais comum | Streptococcus pyogenes | Staphylococcus aureus, Streptococcus |
| Febre | Frequentemente alta | Presente, variável |
| Localização | Pernas, face | Pernas, pés, face |
| Evolução | Rápida (horas a dias) | Rápida (dias) |
| Tratamento | Antibióticos (penicilina/amoxicilina) | Antibióticos (cefalosporinas, flucloxacilina) |
Na prática, a distinção nem sempre é simples e, em casos de dúvida, o médico optará por um antibiótico com cobertura para ambas as situações.
Como Reconhecer a Erisipela? Sintomas Principais
O quadro clínico da erisipela é habitualmente bastante característico, permitindo uma suspeita diagnóstica rápida. Os sintomas evoluem ao longo de horas a poucos dias.
Os Primeiros Sinais de Erisipela
A erisipela instala-se de forma relativamente rápida. Os primeiros sinais incluem:
- Mal-estar geral, fadiga e prostração — frequentemente as primeiras manifestações, que antecedem os sinais cutâneos
- Febre — habitualmente entre 38,5°C e 40°C, com calafrios e arrepios intensos
- Dor, calor e tensão numa área específica da pele — a pele fica muito sensível ao toque
- Aparecimento progressivo de vermelhidão (eritema) com bordos nítidos e elevados
- Inchaço (edema) da área afetada e dos tecidos adjacentes
- Gânglios linfáticos regionais aumentados e dolorosos — por exemplo, gânglios inguinais quando a erisipela está na perna
Em alguns casos, pode observar-se uma linha avermelhada que se prolonga da lesão em direção ao coração — sinal de linfangite —, indicando que a infeção está a progredir pelos canais linfáticos. Este sinal requer avaliação médica urgente.
Erisipela nos Membros Inferiores
A localização mais frequente da erisipela em Portugal são os membros inferiores — particularmente a perna e a coxa. Estima-se que mais de 70% dos casos afete esta zona. A infeção começa tipicamente com uma área vermelha, quente e dolorosa na perna que se expande progressivamente ao longo de horas. A pele fica brilhante, tensa e muito sensível — difícil de tocar. O edema pode ser tão intenso que a pele parece quase transparente e pode surgir tensão dolorosa nos tecidos.
A porta de entrada mais comum nos membros inferiores é a tinea pedis (pé de atleta) — fissuras e maceração entre os dedos dos pés que passam frequentemente despercebidas. A insuficiência venosa crónica e as varizes também facilitam a instalação da infeção ao comprometer a circulação local e os mecanismos de defesa da pele.
Erisipela na Face (Erisipela Facial)
A face é a segunda localização mais comum, representando cerca de 20% dos casos. A erisipela facial é característica: habitualmente começa numa das bochechas ou no nariz e expande-se de forma simétrica para ambos os lados — a chamada distribuição “em asa de borboleta”. Este padrão pode assemelhar-se, à primeira vista, ao lúpus eritematoso sistémico ou a outras dermatoses inflamatórias, mas a febre alta, a instalação rápida e a dor intensa permitem orientar o diagnóstico.
Na face, a porta de entrada é frequentemente uma infeção das narinas, uma ferida pequena ou uma infeção otológica. A erisipela facial requer, por vezes, internamento hospitalar dada a proximidade com estruturas vitais.
Erisipela em Idosos e em Doentes com Diabetes
Nos idosos e nos doentes com diabetes, a erisipela pode ter uma apresentação algo diferente e potencialmente mais grave. Nestes grupos:
- A febre pode ser menos pronunciada ou mesmo ausente, dificultando o diagnóstico precoce
- A resposta inflamatória local pode ser menos evidente, com vermelhidão e calor menos intensos
- A progressão da infeção tende a ser mais rápida
- O risco de complicações (formação de abcessos, fascite necrotizante, sepsis) é significativamente maior
Para doentes com diabetes, qualquer alteração cutânea nos pés ou pernas deve ser avaliada com particular atenção, como descrevemos no guia sobre sintomas de pé diabético.
Causas e Fatores de Risco
A erisipela pode afetar qualquer pessoa, mas existem fatores que aumentam substancialmente o risco.
Quem Está em Maior Risco de Erisipela?
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de erisipela incluem:
| Fator de Risco | Mecanismo de Risco |
|---|---|
| Insuficiência venosa crónica / varizes | Circulação comprometida, edema crónico, pele mais frágil |
| Linfedema (primário ou pós-cirúrgico) | Drenagem linfática deficiente, acumulação de fluidos |
| Diabetes mellitus | Imunidade reduzida, neuropatia, circulação periférica comprometida |
| Obesidade | Edema, dobragens da pele, comprometimento circulatório |
| Tinea pedis (pé de atleta) | Porta de entrada bacteriana entre os dedos dos pés |
| Úlceras crónicas da pele | Pele não íntegra, acesso direto à derme |
| Imunossupressão (HIV, quimioterapia, corticóides) | Sistema imunitário comprometido |
| Linfadenectomia (cirurgia de gânglios) | Drenagem linfática perturbada, risco especialmente alto após mastectomia |
| Idosos | Pele mais frágil, múltiplas comorbilidades, imunidade reduzida |
| Trauma recente ou cirurgia | Perda de integridade cutânea |
Como a Bactéria Entra no Organismo?
A bactéria precisa de uma porta de entrada para invadir a pele. As causas mais frequentes em Portugal incluem:
- Tinea pedis (pé de atleta): fissuras entre os dedos dos pés são a causa mais identificada de erisipela recorrente
- Inseto picado: picadas de mosquito, carraça ou outros insetos que arranharam superficialmente a pele
- Feridas e abrasões: pequenos cortes, arranhões, queimaduras ligeiras
- Úlceras de pressão ou venosas: especialmente em idosos e doentes com mobilidade reduzida
- Injeções (intravenosas, intradérmicas) — risco em utilizadores de drogas injetáveis
- Fissuras em pele seca: pele seca e gretada dos pés ou das mãos
Controlar estas portas de entrada é um elemento fundamental na prevenção, especialmente em pessoas com fatores de risco mantidos.
Diagnóstico e Tratamento da Erisipela
Como o Médico Diagnostica a Erisipela?
O diagnóstico de erisipela é essencialmente clínico — o médico faz-o através da história clínica e do exame físico. A combinação de:
- Instalação rápida de pele vermelha, quente, inchada, com bordos claramente delimitados
- Febre com calafrios
- Fatores de risco presentes (insuficiência venosa, diabetes, linfedema, etc.)
- Eventual porta de entrada identificada (fissura, ferida, tinea pedis)
é suficiente para estabelecer o diagnóstico na maioria dos casos. Não são necessários exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico em casos típicos, embora possam ser pedidos:
- Análises ao sangue (hemograma completo, PCR, procalcitonina): para avaliar a intensidade da resposta inflamatória e decidir sobre a necessidade de hospitalização
- Hemoculturas: em casos com febre alta persistente ou suspeita de bacteriemia
- Ecografia: para excluir abcesso profundo ou trombose venosa profunda (TVP), que pode ser difícil de distinguir clinicamente
A trombose venosa profunda é um diagnóstico diferencial importante a considerar quando há perna vermelha e inchada — mas na TVP não há febre alta nem bordos definidos na pele.
Como o Médico Diagnostica a Erisipela? Critérios de Gravidade
A avaliação da gravidade é determinante para definir se o tratamento pode ser feito em ambulatório (em casa, com antibióticos orais) ou se é necessário internamento hospitalar. Os critérios que podem indicar internamento incluem:
- Febre muito alta (>39,5°C) com calafrios intensos e prostração marcada
- Envolvimento de grandes áreas da pele ou progressão rápida (marcação dos bordos da lesão com caneta, e progressão visível nas horas seguintes)
- Formação de bolhas (erisipela bolhosa) ou manchas escuras na pele (necrose)
- Sinais de sepsis: alteração do estado de consciência, hipotensão, taquicardia intensa
- Falência do tratamento oral após 48-72 horas
- Doente com imunossupressão, diabetes descompensada ou insuficiência renal
- Idosos frágeis ou doentes com múltiplas comorbilidades
Tratamento: Antibióticos e Cuidados
O tratamento da erisipela é baseado em antibióticos. Em casos não complicados tratados em ambulatório, o esquema mais habitual em Portugal inclui:
- Amoxicilina oral (500 mg a 1g, 3 vezes/dia) durante 10 a 14 dias — tratamento de primeira linha
- Penicilina V em alternativa, nos mesmos esquemas
- Cefalosporinas de 1.ª geração (cefalexina) como alternativa em casos com suspeita de Staphylococcus
- Clindamicina ou eritromicina em doentes com alergia à penicilina
Em casos graves ou hospitalizados, utiliza-se antibioterapia intravenosa (penicilina G, amoxicilina+ácido clavulânico, cefazolina).
É essencial completar o ciclo completo de antibiótico — interrompê-lo prematuramente aumenta o risco de recaída, de erisipela recorrente e de desenvolvimento de resistências bacterianas.
Para além dos antibióticos, os cuidados locais incluem:
- Repouso com o membro afetado elevado (acima do coração) para reduzir o edema e facilitar a circulação linfática
- Analgésicos e antipiréticos (paracetamol, ibuprofeno) para controlo da dor e febre
- Hidratação adequada — especialmente importante em idosos e durante períodos de febre
- Não aplicar calor local — pode agravar o edema e o desconforto
- Cuidado com a porta de entrada — tratar a tinea pedis com antifúngico tópico, limpar e proteger feridas
Erisipela Recorrente: O Que Fazer?
Alguns doentes sofrem de erisipela recorrente — múltiplos episódios ao longo dos anos. Cada episódio pode danificar os vasos linfáticos, piorando progressivamente o linfedema e aumentando o risco de novos episódios. Esta situação é particularmente comum em pessoas com insuficiência venosa crónica, obesidade ou linfedema estabelecido.
A abordagem da erisipela recorrente inclui:
- Tratamento dos fatores de risco: controlo rigoroso da tinea pedis, uso de meias de compressão, controlo da glicemia na diabetes, perda de peso
- Antibioticoprofilaxia — em doentes com 2 ou mais episódios por ano, o médico pode recomendar penicilina benzatínica injetável mensal ou penicilina oral diária de forma prolongada
- Seguimento regular por dermatologista ou angiologista para otimizar os cuidados
Complicações Possíveis da Erisipela Não Tratada
A erisipela tratada atempadamente raramente causa complicações graves. No entanto, sem tratamento ou com tratamento inadequado, podem surgir:
Progressão para Celulite Infeciosa Profunda e Fascite Necrotizante
A infeção pode progredir para camadas mais profundas da pele e tecido subcutâneo (celulite infeciosa) e, nos casos mais graves, atingir as fáscias musculares — a chamada fascite necrotizante. Esta última é uma emergência cirúrgica com risco de vida, que requer desbridamento cirúrgico urgente e antibioterapia intravenosa de largo espectro.
Os sinais de alerta para fascite necrotizante incluem: dor muito intensa desproporcional à extensão visível da lesão, manchas escuras ou violáceas na pele, bolhas hemorrágicas, ausência de sensibilidade local (anestesia da pele), e deterioração rápida do estado geral.
Sepsis
Em casos de erisipela não tratada com bacteriemia, pode instalar-se sepsis — resposta inflamatória sistémica grave que pode evoluir para falência multiorgânica. Os sinais de alerta incluem: febre muito alta ou hipotermia, confusão mental, respiração rápida, pulso acelerado e pressão arterial baixa.
Linfedema Crónico Pós-Erisipela
Cada episódio de erisipela danifica os linfáticos dérmicos, contribuindo progressivamente para linfedema crónico. O edema das pernas persistente após erisipela repetida pode tornar-se um problema crónico e debilitante.
Quando Consultar um Médico por Erisipela
A erisipela deve ser sempre avaliada por um médico — não existe tratamento doméstico eficaz que substitua os antibióticos. Consulte o médico urgentemente (no próprio dia) se apresentar:
- Área de pele vermelha, quente, inchada e dolorosa com bordos bem definidos
- Febre acima de 38°C com calafrios e mal-estar geral
- Pele tensa, brilhante e muito sensível ao toque
- Linha vermelha a progredir a partir da lesão (linfangite)
- Gânglios inchados na virilha, axila ou pescoço adjacentes à lesão
Dirija-se à urgência ou ligue 112 imediatamente se:
- A vermelhidão se expandir muito rapidamente (em horas)
- Aparecerem bolhas, manchas escuras ou violáceas na pele
- Houver dor muito intensa, desproporcional ao aspeto da lesão
- A zona afetada ficar insensível (anestesia cutânea)
- Tiver febre muito alta, confusão mental, dificuldade em respirar ou sentir-se muito mal
- Não melhorar nas 48-72 horas após iniciar antibióticos
- For diabético, imunodeprimido ou idoso frágil com estes sintomas
Em caso de dúvida, contacte o SNS 24 pelo número 808 24 24 24, disponível 24 horas por dia, todos os dias do ano.
Doentes com diabetes devem ter particular atenção: a diabetes pode causar alterações circulatórias e nervosas que dificultam a perceção de dor, pelo que uma infeção da pele aparentemente ligeira pode ser mais grave do que parece.
Prevenção da Erisipela: Como Reduzir o Risco
A prevenção da erisipela passa fundamentalmente pelo controlo das portas de entrada bacteriana e dos fatores de risco:
- Tratar a tinea pedis (pé de atleta): usar antifúngico tópico conforme indicação médica, manter os pés secos, especialmente entre os dedos
- Cuidar da pele: manter a pele hidratada para evitar fissuras, especialmente nos pés e pernas
- Tratar feridas e abrasões: limpar e desinfetar qualquer ferida, por pequena que seja
- Usar meias de compressão em caso de insuficiência venosa ou linfedema, conforme orientação médica
- Controlar os fatores de risco: manter bom controlo glicémico na diabetes, controlar o peso, tratar as varizes
- Evitar caminhar descalço em locais potencialmente contaminados
Doentes com insuficiência venosa devem consultar regularmente o angiologista, tal como explicamos no guia sobre os sintomas de varizes, para otimizar o tratamento e reduzir o risco de erisipela.
Perguntas Frequentes sobre Erisipela
Posso tratar a erisipela em casa sem ir ao médico?
Não. A erisipela requer avaliação médica e tratamento com antibióticos prescritos pelo médico. A automedicação com antibióticos que possa ter em casa é perigosa: pode não ser o antibiótico adequado, a dose pode ser incorreta, e o ciclo pode ser insuficiente. Sem tratamento adequado, a erisipela pode agravar-se rapidamente e originar complicações graves como fascite necrotizante ou sepsis. Consulte o médico ou o SNS 24 (808 24 24 24) assim que suspeitar do diagnóstico.
A erisipela pode ser confundida com uma reação alérgica?
Sim, especialmente se a erisipela aparecer após uma picada de inseto e provocar vermelhidão e inchaço localizados. A diferença mais importante é a presença de febre alta, mal-estar geral e dor intensa na erisipela — sinais que habitualmente estão ausentes numa reação alérgica localizada. A urticária e outras reações alérgicas da pele também costumam ter bordos menos definidos e uma textura diferente. Em caso de dúvida, procure avaliação médica, pois o tratamento é completamente diferente.
Quanto tempo após iniciar antibiótico posso voltar ao trabalho?
Não existe uma resposta única, pois depende da gravidade do episódio e do tipo de trabalho. Como orientação geral: após 24 a 48 horas de antibiótico, com melhoria da febre e do mal-estar geral, muitos doentes com trabalho sedentário conseguem retomar a atividade com precauções (manter o membro elevado quando possível). Para trabalhos que exijam estar de pé ou com esforço físico, é preferível aguardar maior resolução do edema e da dor. O médico assistente é a melhor pessoa para orientar o regresso ao trabalho em cada caso concreto.
A erisipela é uma infeção bacteriana da pele frequente em Portugal, com apresentação clínica geralmente característica que permite o diagnóstico rápido e o início imediato de tratamento. A chave para um bom prognóstico está no reconhecimento precoce dos sintomas — pele vermelha, quente, bem delimitada, com febre — e no acesso rápido a cuidados médicos. Com tratamento antibiótico adequado, a grande maioria dos casos resolve sem complicações.
Se tem dúvidas sobre sintomas que possa estar a experienciar, o SNS 24 (808 24 24 24) está disponível para orientação. Em caso de emergência, ligue sempre 112.

