Pele e Cabelo

Sarna (Escabiose): Sintomas, Causas e Tratamento

Equipa Sintomas.pt 5 de maio de 2026 #sarna #escabiose #sarcoptes scabiei
Ilustração médica representando a sarna humana, com pele afetada por comichão intensa e marcas características da escabiose causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei

Este conteudo e informativo e nao substitui uma consulta medica. Em caso de emergencia, ligue 112.

A sarna humana, também chamada de escabiose, é uma infestação da pele causada por um ácaro microscópico — Sarcoptes scabiei. Embora seja uma doença antiga, voltou a ser preocupação de saúde pública em Portugal e em toda a Europa, com aumento significativo de casos nos últimos anos, sobretudo em jovens, lares de idosos e contextos comunitários. A boa notícia é que a sarna tem tratamento eficaz — desde que diagnosticada precocemente e que todos os contactos próximos sejam tratados em simultâneo.

Neste guia, a equipa de Sintomas.pt explica como reconhecer os sinais da sarna, distingui-la de outras doenças de pele com comichão, conhecer os tratamentos disponíveis e prevenir o contágio em casa, na escola ou no trabalho.

Aviso médico: Esta informação tem carácter educativo e não substitui a consulta médica. Não utilize este conteúdo para autodiagnosticar ou automedicar. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.


O Que É a Sarna (Escabiose)?

A sarna é uma infestação parasitária da pele provocada por um ácaro chamado Sarcoptes scabiei var. hominis. A fêmea adulta penetra na camada superficial da pele e escava pequenos túneis (sulcos acarinos) onde deposita os seus ovos. A reação imunitária do organismo aos ácaros, ovos e fezes do parasita é responsável pelos sintomas característicos: comichão intensa e lesões cutâneas dispersas.

A doença é conhecida há séculos, mas, contrariamente ao que muitos pensam, não está relacionada com falta de higiene. A sarna pode afetar pessoas de qualquer idade, classe social ou nível de cuidado pessoal, e tem sido cada vez mais frequente em Portugal — com surtos descritos em escolas, infantários, lares de idosos e até hospitais.

Porque Está a Aumentar em Portugal e na Europa

Vários fatores explicam a recente subida de casos de escabiose:

  • Possível resistência parcial dos ácaros aos tratamentos clássicos (permetrina), com tratamentos que falham mais frequentemente
  • Diagnóstico tardio, muitas vezes confundido com dermatite atópica ou eczema ou urticária
  • Tratamento incompleto dos contactos próximos, levando a reinfestações
  • Aumento de contextos comunitários — lares, infantários e residências universitárias com elevada densidade
  • Mobilidade e habitação partilhada, especialmente em populações jovens

Quais São os Sintomas da Sarna?

Os sintomas da sarna podem demorar a manifestar-se: 2 a 6 semanas após o primeiro contágio em pessoas que nunca tiveram sarna; apenas 1 a 4 dias em pessoas que já foram afetadas anteriormente. Esta latência é uma das razões pelas quais a sarna se transmite tanto dentro do agregado familiar antes de ser diagnosticada.

Sintomas Principais da Sarna

  • Comichão intensa, persistente, com agravamento marcado à noite
  • Pequenas pápulas vermelhas dispersas, por vezes com vesícula no topo
  • Sulcos acarinos: linhas finas, esbranquiçadas ou acinzentadas, com 2-15 mm de comprimento, que correspondem aos túneis escavados pela fêmea
  • Crostas e escoriações por coçar repetidamente
  • Espessamento e escurecimento da pele em casos de longa evolução
  • Sintomas em vários membros da família ou de uma instituição em simultâneo
  • Comichão sem causa aparente que mantém o doente acordado durante a noite

Localizações Típicas das Lesões em Adultos

A sarna tem uma distribuição característica:

  • Espaços entre os dedos das mãos
  • Punhos (face anterior)
  • Cotovelos
  • Axilas
  • Cintura e umbigo
  • Mamilos (sobretudo nas mulheres)
  • Genitais externos masculinos (lesões nodulares no pénis e escroto são quase patognomónicas)
  • Nádegas e zona lombar
  • Atrás dos joelhos e tornozelos

A face e o couro cabeludo geralmente não são afetados em adultos, exceto em casos de sarna crostosa.

Sarna em Crianças e Bebés

Nas crianças muito pequenas e bebés com menos de 2 anos, a apresentação pode ser muito diferente da do adulto:

  • As lesões podem afetar face, couro cabeludo, palmas das mãos e plantas dos pés
  • Predominam vesículas e pústulas em vez dos sulcos típicos
  • O bebé apresenta-se irritado, agitado, com sono perturbado
  • Pode ocorrer recusa alimentar e dificuldade em mamar
  • A coceira persistente leva a lesões secundárias com risco de impetigo sobreinfetado

Sarna em Idosos e Pessoas Imunodeprimidas

Em idosos institucionalizados, doentes acamados ou pessoas com imunidade comprometida, a sarna pode evoluir para uma forma muito grave conhecida como sarna crostosa ou sarna norueguesa:

  • Pele com crostas espessas, esbranquiçadas e descamativas
  • Distribuição em áreas extensas, incluindo couro cabeludo e unhas
  • Comichão paradoxalmente ligeira ou ausente
  • Cargas parasitárias enormes — milhares ou milhões de ácaros (vs. 10-15 numa sarna clássica)
  • Extremamente contagiosa — pode disseminar-se rapidamente num lar ou hospital

A sarna crostosa em idosos é uma emergência de saúde pública e exige tratamento urgente em ambiente hospitalar ou supervisionado.


Como Reconhecer a Sarna? Sarna vs. Outras Doenças de Pele

A sarna é uma das doenças de pele mais frequentemente confundidas com outras patologias dermatológicas. Saber distingui-la é fundamental, pois o tratamento é diferente.

Sarna vs. Dermatite Atópica ou Eczema

CaracterísticaSarnaDermatite Atópica / Eczema
InícioSúbito, em pessoa previamente sãCrónico, com surtos recorrentes
ComichãoIntensa, pior à noiteCrónica, mais constante
Lesões típicasPápulas, sulcos, vesículasPele seca, espessada, descamativa
LocalizaçãoEspaços interdigitais, pulsos, axilas, genitaisFace, cotovelos, joelhos, dobras
Outros familiaresFrequentemente afetadosNão contagiosa
Resposta a corticoide tópicoInsuficiente, pode mascararGeralmente boa

A dermatite atópica raramente afeta os genitais e a coceira não tem o padrão noturno tão marcado.

Sarna vs. Urticária

A urticária caracteriza-se por placas elevadas vermelhas, transitórias (cada placa dura menos de 24 horas) e que mudam de localização. A sarna apresenta lesões fixas, persistentes durante semanas no mesmo local, com sulcos visíveis e não responde a anti-histamínicos da forma típica da urticária.

Sarna vs. Picadas de Insetos ou Pulgas

As picadas de pulgas surgem habitualmente em grupos de 3 lesões alinhadas (linha do pequeno-almoço), geralmente nas pernas e tornozelos. A sarna distribui-se por várias zonas em simultâneo, com comichão noturna intensa e atinge áreas que as pulgas não atingem (espaços interdigitais, genitais).

Sarna vs. Rinite Alérgica e Outras Alergias

Uma comichão isolada pode ser confundida com manifestação cutânea de uma alergia. Contudo, na rinite alérgica ou nas alergias alimentares, a comichão geralmente acompanha-se de outros sintomas (espirros, lacrimejo, gastrointestinais), enquanto a sarna se manifesta exclusivamente na pele e não responde a anti-histamínicos.


Causas e Fatores de Risco da Sarna

O Ácaro Sarcoptes scabiei

O Sarcoptes scabiei var. hominis é um ácaro microscópico (0,3-0,4 mm) que vive exclusivamente no ser humano. A fêmea adulta penetra na camada córnea da pele, escava um sulco e deposita 2-3 ovos por dia ao longo de 30-60 dias até morrer. As larvas eclodem em 3-4 dias e amadurecem em 10-14 dias — o ciclo completo dura cerca de 2 semanas.

Importante: os ácaros das sarnas animais (cães, gatos) podem causar comichão temporária em humanos, mas não conseguem completar o ciclo na pele humana, autolimitando-se em poucos dias sem tratamento específico.

Como se Transmite a Sarna

A transmissão ocorre por:

  • Contacto direto pele com pele prolongado, geralmente superior a 10-15 minutos: relações sexuais, partilha de cama, cuidados a doentes acamados, brincadeiras prolongadas entre crianças
  • Contacto indireto com roupa, toalhas, lençóis ou objetos contaminados — sobretudo na sarna crostosa
  • Não se transmite por aperto de mão breve, beijos curtos ou estar na mesma sala

O ácaro não sobrevive mais de 48-72 horas fora do hospedeiro humano em condições ambientais normais.

Fatores de Risco

Os seguintes contextos aumentam o risco de sarna:

  • Coabitação com pessoa infestada (familiar, parceiro)
  • Crianças em creches ou infantários
  • Lares de idosos e instituições de longa duração
  • Hospitais e centros de cuidados continuados
  • Idosos acamados ou com mobilidade reduzida
  • Imunossupressão — VIH, transplantados, quimioterapia, corticoterapia prolongada
  • Sem-abrigo e populações em condições de habitação precária
  • Atividade sexual com múltiplos parceiros (a sarna é por vezes considerada uma doença de transmissão sexual em adultos jovens)
  • Pobreza e sobrelotação habitacional

Diagnóstico e Tratamento da Sarna

Como é Feito o Diagnóstico

O diagnóstico da sarna é fundamentalmente clínico, baseado nos sintomas, no aspeto e localização das lesões e na história de contactos com pessoas afetadas. O médico pode utilizar técnicas adicionais quando as lesões são atípicas:

  • Dermatoscopia: visualização do ácaro em forma de “asa delta” no fim do sulco
  • Raspagem da pele com lâmina e observação ao microscópio
  • Teste da tinta: aplicar tinta sobre uma lesão para visualizar o sulco

Em casos resistentes ou atípicos, pode ser necessária biópsia cutânea.

Tratamento da Sarna

O tratamento da sarna obedece a princípios fundamentais:

  1. Tratar todas as pessoas em contacto próximo simultaneamente, mesmo as que ainda não têm sintomas
  2. Aplicar o tratamento corretamente, em todo o corpo (do pescoço aos pés em adultos; incluindo a cabeça em crianças, idosos e sarna crostosa)
  3. Repetir o tratamento ao 7º-14º dia para eliminar ácaros recém-eclodidos
  4. Lavar e descontaminar roupas e ambiente em paralelo

Tratamentos Disponíveis em Portugal

MedicamentoFormaIndicaçãoComo se Usa
Permetrina 5%Creme tópicoPrimeira linhaAplicar à noite em todo o corpo, lavar 8-12 h depois; repetir após 7 dias
Ivermectina oralComprimidoCasos extensos, surtos, crostosaDose única (200 µg/kg), repetir após 7-14 dias
Benzoato de benziloLoçãoAlternativaAplicar 24 h, repetir 24 h depois
Enxofre 5-10%PomadaBebés <2 meses, gravidezAplicar 3 noites consecutivas

Importante: Estes medicamentos requerem prescrição médica. A ivermectina oral só pode ser obtida com receita médica especial. Nunca se automedique nem aplique tratamentos antiparasitários veterinários — são perigosos para humanos.

Cuidados em Paralelo com o Tratamento

  • Lavar a 60°C ou superior toda a roupa, lençóis e toalhas usados nos últimos 3 dias
  • Saco fechado durante 72 horas para itens que não podem ir à máquina (almofadas, peluches, edredões)
  • Aspirar cuidadosamente sofás, colchões e tapetes
  • Cortar as unhas para evitar lesões secundárias por arranhar
  • Anti-histamínicos orais podem ajudar a aliviar a comichão residual
  • Hidratantes emolientes repõem a barreira cutânea após o tratamento

Quando Consultar um Médico?

Consulte o Médico de Família ou Dermatologista se:

  • Tiver comichão persistente que piora à noite há mais de 2 semanas
  • Outras pessoas em casa também referem comichão recente
  • A comichão não responde a anti-histamínicos habituais
  • Identifica lesões em espaços interdigitais, pulsos, axilas, genitais ou mamilos
  • Mantém a comichão mais de 4 semanas após ter feito tratamento — pode haver reinfestação ou tratamento incompleto

Situações que Requerem Atenção Urgente

Recorra ao serviço de urgência ou ligue para o SNS 24 (808 24 24 24) se:

  • Surgirem sinais de infeção bacteriana secundária: febre, pus, vermelhidão extensa, dor crescente
  • Houver mal-estar geral, prostração ou recusa alimentar num bebé ou idoso
  • Aparecer descamação extensa em placas espessas num idoso ou imunodeprimido (suspeita de sarna crostosa)
  • Houver surto suspeito num lar, hospital ou infantário — deve ser comunicado às autoridades de saúde pública

Em emergência, ligue 112.

A sarna sobreinfetada por bactérias pode evoluir para erisipela, impetigo ou, mais raramente, complicações estreptocócicas como glomerulonefrite. Em pessoas com diabetes ou outras patologias crónicas, a vigilância médica deve ser ainda mais cuidadosa.


Prevenção e Controlo da Sarna em Comunidade

Como Evitar o Contágio

A prevenção da sarna baseia-se na deteção precoce e no tratamento simultâneo de todos os contactos:

  • Identificar e tratar o caso índice rapidamente
  • Tratar todos os contactos próximos (familiares, parceiros, cuidadores) em simultâneo, mesmo sem sintomas
  • Evitar contacto pele a pele prolongado com pessoas infestadas até 24 horas após o primeiro tratamento
  • Não partilhar roupas, lençóis, toalhas, escovas, almofadas
  • Ensinar as crianças a não partilhar roupa nem dormir na mesma cama de outras crianças durante o tratamento
  • Comunicar à creche, escola ou trabalho o diagnóstico para vigilância de casos adicionais

Quando Pode Voltar à Escola ou ao Trabalho?

De acordo com as orientações habituais em Portugal, a pessoa pode regressar 24 horas após o início do primeiro tratamento eficaz, desde que tenha aplicado corretamente o medicamento e que esteja em vigilância. Em surtos institucionais, podem ser necessárias medidas adicionais.

Gestão de Surtos em Lares e Instituições

Os surtos em lares, hospitais e infantários exigem uma resposta organizada:

  1. Notificação da autoridade de saúde pública
  2. Diagnóstico claro (idealmente por dermatologista) do(s) caso(s) inicial(is)
  3. Tratamento simultâneo de todos os residentes e profissionais de saúde envolvidos
  4. Limpeza profunda de roupa, têxteis e equipamentos
  5. Vigilância ativa durante 6 semanas com novo tratamento se surgirem casos
  6. Formação dos profissionais sobre identificação precoce

Mitos e Verdades Sobre a Sarna

A sarna é rodeada de mitos que frequentemente atrasam o diagnóstico e o tratamento. Vamos esclarecer os mais comuns:

  • “A sarna é sinal de falta de higiene” — Falso. Pode afetar qualquer pessoa, independentemente da higiene. Lavagens frequentes podem até mascarar sinais sem eliminar o ácaro.
  • “A sarna apanha-se de animais” — Parcialmente verdadeiro. A sarna humana é causada por um ácaro específico do ser humano. As sarnas dos cães ou gatos podem provocar comichão temporária mas não persistem em humanos.
  • “Banhos quentes resolvem a sarna” — Falso. Não eliminam o ácaro e podem agravar a irritação cutânea.
  • “A comichão desaparece logo após o tratamento” — Falso. Pode persistir 2 a 4 semanas, mesmo com tratamento bem-sucedido — é a chamada “comichão pós-escabiótica”.
  • “Só é preciso tratar quem tem sintomas” — Falso. Todos os contactos próximos devem ser tratados em simultâneo, mesmo sem sintomas, para evitar reinfestação.

Perguntas Frequentes sobre Sarna

Quanto tempo dura a sarna depois do tratamento? Após o tratamento adequado, o ácaro morre em 24 a 48 horas, mas a comichão pode persistir 2 a 4 semanas porque resulta de uma reação alérgica residual da pele. Se a comichão se mantiver intensa após 4 semanas ou surgirem novas lesões, é provável reinfestação ou tratamento incompleto e deve voltar ao médico.

A sarna é contagiosa? Como se transmite? Sim, a sarna é altamente contagiosa. Transmite-se principalmente por contacto direto pele com pele prolongado (mais de 10-15 minutos), sendo frequente em famílias, casais, lares de idosos e infantários. A transmissão indireta por roupa, lençóis ou toalhas é possível, mas menos comum, exceto na sarna crostosa, que é extremamente contagiosa.

Qual a diferença entre sarna e dermatite alérgica ou eczema? A sarna provoca comichão muito intensa que piora à noite, lesões em zonas típicas (entre os dedos, pulsos, axilas, genitais) e finas linhas na pele (sulcos acarinos). A dermatite alérgica e o eczema causam pele seca, descamativa e com placas espessadas em áreas típicas como face, cotovelos e joelhos, sem sulcos nem agravamento marcado durante a noite.

A sarna pode aparecer em crianças e bebés? Sim. Em bebés e crianças pequenas, a sarna pode atingir áreas que raramente são afetadas em adultos, como a face, couro cabeludo, palmas das mãos e plantas dos pés. As lesões são frequentemente vesículas e pústulas e o bebé apresenta-se irritado, com sono perturbado e dificuldade em mamar.

Quais são os primeiros sinais de sarna? Os primeiros sinais são uma comichão progressiva que piora à noite e se mantém durante várias noites seguidas, juntamente com pequenas pápulas vermelhas em zonas como entre os dedos, pulsos, axilas, cintura ou virilhas. Em pessoas que nunca tiveram sarna, os sintomas surgem 2 a 6 semanas após o contágio; em reinfestações, podem aparecer em 1 a 4 dias.

É preciso lavar tudo em casa quando há sarna? Sim, mas de forma orientada. Roupa, lençóis e toalhas usados nos 3 dias antes do tratamento devem ser lavados a 60°C ou superior e secos a alta temperatura. Itens que não podem ser lavados a essa temperatura devem ficar em saco de plástico fechado durante pelo menos 72 horas, pois o ácaro não sobrevive fora do corpo humano por mais tempo.

A sarna pode aparecer em idosos em lares? Sim, e é uma situação cada vez mais frequente em Portugal. Os surtos em lares são preocupantes porque os idosos podem desenvolver sarna crostosa (norueguesa), uma forma muito contagiosa com milhares de ácaros e poucos sintomas de comichão. Qualquer surto suspeito de sarna em lar deve ser comunicado às autoridades de saúde pública.


Informação elaborada pela Equipa Sintomas.pt com base nas recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS), Serviço Nacional de Saúde (SNS), Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta informação tem carácter educativo e não substitui a consulta médica profissional.

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