Cabeca e Pescoco

Vertigens e Tonturas: Causas, Sintomas e Quando Preocupar

Equipa Sintomas.pt 10 de abril de 2026 #vertigens #tonturas #síndrome vertiginoso
Pessoa a segurar a cabeça com sensação de desequilíbrio e vertigem

Este conteudo e informativo e nao substitui uma consulta medica. Em caso de emergencia, ligue 112.

As vertigens e tonturas estão entre os motivos de consulta médica mais frequentes em Portugal. Estima-se que cerca de 20% da população portuguesa entre os 18 e os 65 anos já experienciou pelo menos um episódio de vertigem ou alteração do equilíbrio, e que estas queixas representam uma proporção significativa das consultas de medicina geral e familiar, otorrinolaringologia e neurologia.

Apesar de na maioria dos casos serem causadas por condições benignas e tratáveis, as vertigens podem ser sintoma de doenças graves — incluindo AVC — e o seu impacto na qualidade de vida e na segurança (especialmente em idosos, pelo risco de quedas) não deve ser subestimado.

Neste guia, explicamos a diferença entre vertigem e tontura, as causas mais comuns, os sinais de alarme e quando deve procurar ajuda médica. A informação baseia-se em orientações do SNS, da Direção-Geral da Saúde (DGS), da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia (SPORL) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Aviso médico: Este conteúdo tem carácter informativo e não substitui uma consulta médica. Perante vertigem súbita acompanhada de fraqueza, dificuldade em falar, visão dupla ou dormência, ligue imediatamente 112. Para aconselhamento não urgente, contacte o SNS 24 (808 24 24 24).


Vertigem vs. Tontura: Qual é a Diferença?

Estes dois termos são frequentemente usados como sinónimos, mas descrevem sensações distintas com causas diferentes.

O Que É a Vertigem

A vertigem é a sensação ilusória de movimento — a perceção de que o ambiente está a girar ou que o próprio corpo está a rodar, mesmo estando imóvel. É uma forma específica de tontura que indica, na maioria dos casos, uma perturbação no sistema vestibular (ouvido interno) ou, menos frequentemente, no cerebelo ou no tronco cerebral.

A vertigem é habitualmente descrita como:

  • Sensação de que a sala “está a andar à roda”
  • Sentir que o chão “está a mexer” ou a inclinar
  • Perceção de movimento do próprio corpo mesmo estando deitado ou sentado
  • Dificuldade em manter o equilíbrio ou em caminhar em linha reta
  • Frequentemente acompanhada de náuseas, vómitos e nistagmo (movimentos involuntários dos olhos)

O Que São as Tonturas

A tontura é um termo mais amplo e inespecífico que engloba várias sensações de desequilíbrio ou perturbação da perceção espacial que não incluem necessariamente a sensação de rotação:

  • Cabeça leve ou sensação de “andar nas nuvens”
  • Instabilidade ao caminhar (sem sensação de rotação)
  • Sensação de desmaio iminente (pré-síncope)
  • Sensação de flutuação ou embriaguez
  • Fraqueza generalizada com sensação de desequilíbrio

Esta distinção é clinicamente importante porque guia o médico para as causas mais prováveis e para os exames mais adequados.


Causas Mais Comuns de Vertigens em Portugal

Causas Periféricas (Ouvido Interno)

A grande maioria das vertigens — cerca de 80% dos casos — tem origem no sistema vestibular periférico, ou seja, no ouvido interno e no nervo vestibular. Estas causas são geralmente benignas, embora possam ser muito incapacitantes.

Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)

A VPPB é a causa mais frequente de vertigem, responsável por cerca de 17-20% de todos os casos de vertigem. Ocorre quando pequenos cristais de cálcio — chamados otólitos ou “pedras do ouvido” — se deslocam dos seus receptores normais (utrículo) para os canais semicirculares do ouvido interno.

Características típicas da VPPB:

  • Episódios breves de vertigem intensa (segundos a menos de 1 minuto)
  • Desencadeada por movimentos específicos da cabeça: deitar ou levantar da cama, virar na cama, inclinar a cabeça para trás, agachar
  • Náuseas associadas, raramente vómitos
  • Ausência de perda de audição ou zumbidos
  • Pode resolver espontaneamente, mas tende a recorrer

O tratamento é muito eficaz: a manobra de reposicionamento de Epley, realizada por um médico ou fisioterapeuta especializado, resolve a maioria dos casos em 1 a 3 sessões.

Neurite Vestibular

A neurite vestibular é uma inflamação do nervo vestibular, frequentemente desencadeada por uma infeção viral (como herpes simples ou outros vírus respiratórios). É a segunda causa mais comum de vertigem periférica.

Características:

  • Vertigem intensa de início súbito, geralmente sem aviso
  • Duração: horas a vários dias
  • Pode ser incapacitante nas primeiras 24-48 horas
  • Associada a náuseas e vómitos intensos
  • Sem perda de audição (distingue-se da labirintite)
  • Melhora progressivamente ao longo de semanas

Labirintite

A labirintite é a inflamação do labirinto (ouvido interno), afetando tanto o sistema vestibular como o coclear (auditivo). Distingue-se da neurite vestibular pela perda de audição e/ou zumbidos associados.

Doença de Ménière

A doença de Ménière é uma condição crónica do ouvido interno causada por alterações na pressão e composição do fluido endolinfático. Afeta cerca de 0,2% da população portuguesa.

Tríade clássica de Ménière:

  1. Vertigem episódica: ataques com duração de 20 minutos a várias horas, de intensidade moderada a grave
  2. Perda de audição flutuante: tipicamente unilateral, que vai piorando progressivamente ao longo dos anos
  3. Zumbidos (acufenos): geralmente de baixa frequência, no ouvido afetado
  4. Sensação de plenitude ou pressão no ouvido (quarto sintoma frequentemente presente)

Causas Centrais (Cérebro e Tronco Cerebral)

As vertigens de origem central são menos frequentes mas potencialmente mais graves. Resultam de perturbações no cerebelo, tronco cerebral ou nas suas conexões.

Enxaqueca Vestibular

A enxaqueca vestibular é uma das causas mais subestimadas de vertigem recorrente. Em vez da dor de cabeça típica, algumas pessoas com enxaqueca apresentam vertigem como manifestação principal. Pode ocorrer com ou sem cefaleia associada.

AVC e AIT do Cerebelo ou Tronco Cerebral

O AVC (acidente vascular cerebral) e o AIT (acidente isquémico transitório) que afetam o cerebelo ou o tronco cerebral podem manifestar-se como vertigem aguda isolada — o que os torna difíceis de distinguir clinicamente das causas periféricas. Esta é a causa mais temida e que exige avaliação urgente.

Sinais que sugerem origem central e requerem urgência imediata:

  • Vertigem de início muito súbito, especialmente em repouso (não desencadeada por posição)
  • Incapacidade de se manter de pé ou caminhar (ataxia grave)
  • Diplopia (visão dupla) ou dificuldade em focar
  • Disfagia (dificuldade em engolir) ou disartria (dificuldade em falar)
  • Dormência ou fraqueza facial ou dos membros
  • Dor de cabeça intensa de início súbito
  • Fatores de risco cardiovascular (hipertensão, diabetes, tabagismo, fibrilhação auricular)

Como Reconhecer os Sintomas: Tabela Comparativa

CaracterísticaVPPBNeurite VestibularDoença de MénièreAVC/AIT
InícioSúbito, com movimentoSúbito, espontâneoSúbito, espontâneoMuito súbito
DuraçãoSegundos a 1 minHoras a dias20 min a várias horasVariável
DesencadeantePosição da cabeçaNãoNãoNão
Perda de audiçãoNãoNãoSim (flutuante)Possível
ZumbidosNãoNãoSimPossível
Sinais neurológicosNãoNãoNãoSim
EmergênciaNãoNãoNãoSim

Como Reconhecer as Vertigens? Sintomas Associados

Sintomas que Acompanham Frequentemente as Vertigens

Além da sensação de rotação ou desequilíbrio, as vertigens podem surgir acompanhadas de:

  • Náuseas e vómitos: São os sintomas associados mais frequentes, por vezes intensos e debilitantes, especialmente nas primeiras horas de um episódio agudo
  • Nistagmo: Movimentos involuntários e rítmicos dos olhos, que o médico pode observar e que ajudam a localizar a origem da vertigem
  • Dificuldade em caminhar: Tendência a desviar para um lado, instabilidade ou incapacidade temporária de se manter em pé
  • Sudorese e palidez: Reação do sistema nervoso autónomo durante a crise
  • Hipersensibilidade ao movimento: Qualquer movimento da cabeça pode agravar a sensação de vertigem

Vertigens em Idosos

As vertigens são especialmente prevalentes e preocupantes nos idosos. Nesta faixa etária:

  • A VPPB é ainda mais frequente — a prevalência aumenta com a idade
  • O sistema vestibular e o sistema de equilíbrio degradam-se naturalmente com o envelhecimento (presbivestibulia)
  • A polifarmácia (uso de múltiplos medicamentos) é uma causa frequente de tonturas em idosos — anti-hipertensores, diuréticos e sedativos são os mais implicados
  • O risco de quedas e fraturas é muito superior ao da população jovem — uma vertigem pode ter consequências graves
  • A hipotensão ortostática (queda da pressão arterial ao levantar) é mais comum e causa tonturas frequentes

Vertigens na Gravidez

Durante a gravidez, as tonturas são comuns e geralmente benignas, mas merecem atenção:

  • Primeiro trimestre: A hipotensão (pressão baixa), a hipoglicemia e as náuseas matinais são as causas mais frequentes
  • Segundo e terceiro trimestre: O útero em crescimento pode comprimir a veia cava inferior em certas posições (sobretudo deitada de costas), reduzindo o retorno venoso e causando tonturas
  • Anemia ferropénica: Frequente na gravidez e causa importante de tonturas
  • Vertigens intensas, especialmente acompanhadas de dor abdominal, hemorragia vaginal ou cefaleia intensa, requerem avaliação médica imediata

Vertigens em Crianças

As vertigens em crianças são menos comuns do que nos adultos, mas podem ocorrer e frequentemente são subdiagnosticadas:

  • A VPPB pode ocorrer em crianças, embora seja menos frequente
  • A enxaqueca vestibular é uma causa importante em crianças com ataques recorrentes de vertigem
  • Em crianças pequenas, a vertigem pode manifestar-se como episódios de choro inexplicável, recusa em andar ou instabilidade
  • Otite média (infeção do ouvido) é uma causa frequente de desequilíbrio em crianças pequenas

Causas Não-Vestibulares de Tonturas

Muitas tonturas não têm origem no ouvido interno mas sim noutros sistemas do organismo:

CausaMecanismoCaracterísticas Típicas
Hipotensão ortostáticaQueda de pressão arterial ao levantarTontura apenas ao levantar, passa rapidamente
AnemiaRedução do transporte de oxigénioTontura com esforço, palidez, cansaço
HipoglicemiaAçúcar no sangue baixoTontura, suores, tremores, melhora com alimentação
Ansiedade/PânicoHiperventilação, alterações autonómicasTontura com formigueiros, palpitações, sensação de irrealidade
DesidrataçãoRedução do volume circulanteTontura com sede intensa, urina escassa
MedicamentosEfeito secundárioRelação temporal com início ou ajuste de dose
Arritmias cardíacasDébito cardíaco reduzidoTontura com palpitações, pode perder consciência
HipotiroidismoMetabolismo reduzidoTontura, cansaço, frio, pele seca

Quando Consultar um Médico por Vertigens ou Tonturas

Consulte o Médico de Família Se:

  • Os episódios de vertigem são recorrentes (mais de 1-2 episódios por semana)
  • A vertigem limita as suas atividades diárias ou o seu trabalho
  • Os episódios estão a tornar-se progressivamente mais frequentes ou intensos
  • Associa vertigens a perda de audição, zumbidos ou sensação de pressão no ouvido
  • Toma vários medicamentos e suspeita que um deles pode ser a causa
  • Os episódios surgem sempre em determinadas posições e duram segundos (possível VPPB tratável)

Procure Urgência Imediata (112) Se:

Esta é a informação mais importante deste artigo. Uma vertigem pode ser o único ou primeiro sinal de um AVC. Ligue 112 imediatamente ou vá à urgência se a vertigem surgir com qualquer um dos seguintes:

  • Fraqueza ou dormência súbita num lado do corpo, face, braço ou perna
  • Dificuldade em falar (disartria) ou em compreender o que lhe dizem
  • Visão dupla ou perda súbita de visão
  • Dificuldade em engolir (disfagia)
  • Incapacidade de se manter de pé ou de caminhar (ataxia grave)
  • Dor de cabeça muito intensa de início súbito (“a pior dor de cabeça da minha vida”)
  • Perda de consciência ou confusão mental
  • Vertigem de início súbito em pessoa com história de hipertensão, diabetes, fibrilhação auricular ou AVC prévio

Em caso de dúvida, ligue 112. Numa situação de AVC, cada minuto conta.

Pode também contactar o SNS 24 (808 24 24 24) para aconselhamento em situações não urgentes.


Diagnóstico: O Que Esperar na Consulta

O diagnóstico de vertigem é essencialmente clínico. O médico vai:

  1. Colher a história clínica: Caracterização dos episódios (duração, desencadeantes, sintomas associados), medicação habitual, antecedentes (infeções recentes, traumatismo crânio-encefálico, fatores de risco cardiovascular)
  2. Realizar o exame físico: Avaliação do nistagmo, provas de equilíbrio (prova de Romberg, marcha), avaliação otoscópica
  3. Realizar manobras diagnósticas: A manobra de Dix-Hallpike é fundamental para o diagnóstico de VPPB
  4. Pedir exames complementares se necessário: audiograma, videonistagmografia, ressonância magnética (para excluir causas centrais), análises laboratoriais

Manobra de Dix-Hallpike

Esta manobra simples, realizada pelo médico em consulta, é o padrão de ouro para o diagnóstico de VPPB do canal posterior. O doente é rápidamente deitado com a cabeça inclinada 45° para o lado suspeito, e o médico observa se surgem nistagmo e vertigem característicos.


Tratamento das Vertigens: Opções Disponíveis

O tratamento depende da causa identificada. Em geral:

Tratamento da VPPB

  • Manobra de Epley (ou variantes): reposiciona os cristais de cálcio para o local correto; altamente eficaz (resolução em 80-90% dos casos após 1-3 sessões)
  • Exercícios de reabilitação vestibular podem ser prescritos para casos recorrentes
  • Raramente é necessária cirurgia

Tratamento da Neurite Vestibular / Labirintite

  • Fase aguda: Repouso, hidratação, antieméticos para náuseas (metoclopramida, ondansetrom)
  • Corticosteróides: Podem ser prescritos para reduzir a inflamação nas formas mais graves
  • Reabilitação vestibular: Exercícios progressivos que ajudam o cérebro a compensar a perda de função vestibular

Tratamento da Doença de Ménière

  • Dieta pobre em sódio e redução da cafeína e álcool para diminuir a pressão endolinfática
  • Diuréticos: Ajudam a reduzir a acumulação de fluido no ouvido interno
  • Betahistina: Medicamento frequentemente prescrito em Portugal para reduzir a frequência dos ataques
  • Injeções intratimpânicas: De corticosteróides ou gentamicina em casos refratários
  • Cirurgia: Em casos graves e refratários a outras opções

Reabilitação Vestibular

Para a maioria das vertigens periféricas, a reabilitação vestibular — um programa de exercícios supervisionados por fisioterapeuta especializado — é um dos pilares do tratamento. Os exercícios estimulam o sistema vestibular e promovem a compensação central, reduzindo os sintomas e melhorando o equilíbrio e a qualidade de vida.


Perguntas Frequentes sobre Vertigens e Tonturas

Qual é a diferença entre vertigem e tontura?

A vertigem é uma sensação específica de movimento ou rotação — sentir que o ambiente à volta roda ou que o próprio corpo está a girar, mesmo quando não há movimento real. A tontura é um termo mais amplo que engloba várias sensações: instabilidade, fraqueza nas pernas, sensação de desmaio iminente (pré-síncope), cabeça leve ou “flutuação”. A distinção é importante porque pode apontar para causas diferentes: a vertigem indica geralmente um problema no ouvido interno ou no cerebelo, enquanto a tontura simples pode ter causas variadas como hipotensão, anemia ou ansiedade.

Quanto tempo duram as vertigens?

A duração varia muito consoante a causa. Na vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) — a causa mais comum — os episódios duram segundos a um minuto e são desencadeados por mudanças de posição da cabeça. Na neurite vestibular, a vertigem aguda pode durar horas a dias. Na doença de Ménière, os ataques duram tipicamente 20 minutos a várias horas. Uma vertigem contínua com duração superior a 24-48 horas ou que não melhora progressivamente justifica sempre avaliação médica.

As vertigens podem ser sinal de AVC?

Sim, embora seja uma causa menos comum. Uma vertigem de início súbito, especialmente quando acompanhada de sinais neurológicos como fraqueza de um lado do corpo, dificuldade em falar ou engolir, visão dupla, dormência facial ou cefaleia intensa, pode indicar um AVC do cerebelo ou do tronco cerebral. Estes são sinais de emergência — ligue imediatamente 112. Em pessoas com fatores de risco cardiovascular, qualquer episódio súbito de vertigem grave deve ser avaliado com urgência.

As vertigens em idosos são mais perigosas?

As vertigens são especialmente preocupantes nos idosos porque aumentam significativamente o risco de quedas e fraturas — incluindo fratura do colo do fémur, que é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade nesta faixa etária. Além disso, nos idosos há maior probabilidade de causas cardiovasculares ou neurológicas subjacentes. Um episódio de vertigem numa pessoa idosa deve ser sempre avaliado por um médico, mesmo que os episódios anteriores tenham sido benignos.

Posso ter vertigens durante a gravidez?

Sim. As tonturas são comuns durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, e podem ter várias causas: hipotensão (pressão arterial baixa), anemia por deficiência de ferro, hipoglicemia, ou simplesmente as alterações circulatórias normais da gravidez. Em geral não são perigosas, mas devem ser comunicadas ao médico obstetra. Tonturas intensas, acompanhadas de dor abdominal, sangramento ou sinais neurológicos, requerem avaliação imediata.

O que é a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)?

A VPPB é a causa mais comum de vertigem e ocorre quando pequenos cristais de cálcio (otólitos ou “pedras do ouvido”) se deslocam do seu local normal no ouvido interno para os canais semicirculares. Este deslocamento perturba o sistema de equilíbrio e provoca episódios breves de vertigem intensa desencadeados por movimentos da cabeça — como deitar, levantar da cama, virar a cabeça ou olhar para cima. O diagnóstico é clínico e o tratamento — a manobra de Epley, realizada por um profissional de saúde — é muito eficaz e resolve a maioria dos casos em poucas sessões.

Ansiedade pode causar tonturas?

Sim. A ansiedade e os ataques de pânico são causas frequentes de tonturas. Durante um episódio de ansiedade intensa, a hiperventilação (respiração rápida e superficial) causa uma diminuição do dióxido de carbono no sangue, que pode provocar sensação de cabeça leve, formigueiros nos dedos e à volta da boca, visão turva e instabilidade. Além disso, a ansiedade crónica pode aumentar a sensibilidade do sistema vestibular, perpetuando um ciclo de tonturas e ansiedade. O reconhecimento desta causa é importante para direcionar o tratamento adequado.

Que medicamentos podem causar tonturas ou vertigens?

Vários medicamentos de uso comum podem causar tonturas como efeito secundário: anti-hipertensores (especialmente quando iniciados ou com ajuste de dose), diuréticos, ansiolíticos e sedativos (benzodiazepinas), alguns antibióticos (aminoglicosídeos como a gentamicina, que pode danificar o ouvido interno), anticonvulsivantes, antidepressivos (especialmente no início do tratamento), analgésicos opioides e alguns antihistamínicos. Se suspeitar que um medicamento está a causar tonturas, não o interrompa sem consultar o médico.


Referências e Recursos Úteis

Para mais informação sobre vertigens e tonturas em Portugal, pode consultar:


Este artigo tem carácter informativo e não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados. Em situação de emergência, ligue 112.

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